Mapeamento revela 330 centros de religiões de matriz africana no DF

  • 03/05/2018 - 15h46

Lucas Pordeus León.

O Distrito Federal tem 330 terreiros de religiões de matriz africana. A maioria fica na Ceilândia, onde há 43, seguida por Planaltina, com 25 centros. As regiões do Gama, Sobradinho 1 e 2, Samambaia e Santa Maria possuem, em média, 15 terreiros cada.

 


O mapeamento dos terreiros do DF foi divulgado nesta quinta-feira (03) e é uma parceria entre Fundação Palmares, Ministério da Cultura e Universidade de Brasília.

 


O objetivo é, a partir do mapeamento, desenvolver políticas públicas para os terreiros e também combater a intolerância religiosa. Adna Santos de Araújo, conhecida como Mãe Baiana, lidera um centro de candomblé entre o Lago Norte e o Paranoá. Ela acredita que a visibilidade dada aos terreiros com o mapeamento ajudará no enfrentamento ao preconceito.

 

 

O terreiro liderado por Mãe Baiana, o Axé Oyá Bagan, foi alvo de um incêndio em 2015. O ato motivou o GDF a criar a delegacia de repressão aos crimes de intolerância.

 


Para o pai de santo Ricado Moreira de Oliveira, que lidera um centro de candomblé entre Sobradinho e Planaltina, o mapeamento dos terreiros reconhece uma cultura que é vítima de preconceitos.

 

 

O levantamento também revelou que 33% das casas de terreiro professam o candomblé, 57% a umbanda e cerca de 9% reúnem as duas vertentes, candomblé e umbanda.

 

 

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