Museu Nacional recebe abraço simbólico para marcar um mês do incêndio

  • 02/10/2018 - 17h22

Tâmara Freire

Para lembrar o marco de um mês do incêndio no Museu Nacional, pesquisadores e funcionários da instituição deram um abraço simbólico, nesta terça-feira (02), ao redor do edifício destruído.

 

De acordo com o diretor do museu, Alexander Kellner, apesar dos cerca de R$ 9 milhões liberados pelo MEC para as obras emergenciais nos escombros, o museu depende de uma dotação orçamentária que varie entre R$ 50 e R$ 100 milhões, para que a reconstrução possa ser iniciada no ano que vem.


Caso isso seja aprovado no Congresso Nacional e o museu continue recebendo verbas nos anos seguintes, Kellner acredita que, em três anos, o Museu Nacional já poderá voltar a receber visitantes.


Mas até lá, o Museu Nacional tenta recuperar sua função educativa por meio de um financiamento coletivo para recompor um acervo mínimo que deve ser levado para as escolas do Rio de Janeiro.

 

E caso o financiamento alcance os R$ 300 mil colocados como meta final, uma parte do Horto Botânico será reformada e transformada em um centro de visitação para estudantes. 


 
Kellner acrescentou ainda, que já estão avançadas as negociações para que a União ceda um terreno ao lado da Quinta da Boa Vista para receber o acervo de pesquisa que não foi incendiado e novos itens coletados por pesquisadores ou doados por outras instituições.

 

Já o trabalho dentro do escombros ainda está na fase de escoramento e cobertura para que os profissionais do museu possam entrar com segurança e tentar recuperar algum item do acervo que não tenha sido incendiado.

 

Mas Kellner disse que está confiante, já que em algumas salas, os pisos superiores colapsaram sobre o térreo, o que pode ter protegido algumas peças das chamas.

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