Bens da região Norte podem ser reconhecidos como Patrimônios Culturais brasileiros

  • 06/11/2018 - 14h25

Maíra Heinen

Três bens culturais da região Norte pode ser reconhecidos como Patrimônios Culturais brasileiros nesta semana. São eles: o Marabaixo, do Amapá; o Complexo Cultural Boi Bumbá do Médio Amazonas e Parintins, do Amazonas; e um geoglifo do Acre.

 

A avaliação será realizada durante os dias 8 e 9 de novembro por 22 integrantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan - Instituto do Patrimônio histórico e Artístico Nacional.

 

Os registros do Marabaixo e do Complexo Cultural Boi Bumbá serão avaliados na quinta-feira (08). 

 

No dia seguinte, será avaliada a pertinência do tombamento do geoglifo localizado no Sítio Arqueológico Jacó Sá, em Rio Branco, no Acre, como exemplar das estruturas também conhecidas como tatuagens da terra.

 

A partir da escolha como Patrimônio, um bem cultural brasileiro acaba tendo mais visibilidade e tem maior cuidado por parte de gestores públicos e comunidades.

 

Quem explica é o vice-presidente do Iphan, Andrei Schlee.

 

Predominante entre comunidades negras do Amapá, o Marabaixo é uma expressão cultural de devoção e resistência que representa tradições e costumes locais e reúne ritmo, dança, vestimentas, comidas e literatura.

 

A origem do nome da manifestação remete aos escravos que morriam nos navios negreiros; seus corpos eram jogados na água e os negros cantavam hinos de lamento mar abaixo e mar acima.

 

Já o Complexo Cultural Boi Bumbá mistura uma série de danças, músicas, drama e enredo que faz o coração dos brincantes e do público pulsar forte. Agregando referências indígenas e negras e, também de outras regiões, os Bois se caracterizam por fortes elementos na construção das identidades sociais e no intenso envolvimento das comunidades na preparação da festa.

 

Em Rio Branco, o Sítio Arqueológico Jacó Sá poderá ter o primeiro geoglifo tombado pelo Iphan, destacado pelo seu fácil acesso e clara identificação pelos visitantes, oferecendo, além de sua já reconhecida importância científica, histórica e afetiva, também um potencial de atrativo turístico.

 

A pré-seleção como possível Patrimônio Cultural é feita pelo Iphan, a partir de indicações feitas por comunidades detentoras do bem cultural.

 

Mas a escolha para o registro como bem imaterial ou para o tombamento como bem material é feita por 22 conselheiros representantes de governos e da sociedade civil.

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