Três projetos paraenses ganham "Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade" do Iphan

  • 05/11/2018 - 17h26

Sumaia Vilela

Abençoado. Boas Novas, Vencedor, Princesinha, Rainha do Norte. A Super Máquina. Cada embarcação amazônida é única e tem um valor até mesmo sentimental. E se é tão importante, o nome do barco não pode ser gravado de qualquer jeito.


É uma arte gráfica multicolorida. Um ofício batizado de “abrir letras”, e que foi documentado pelo projeto Letras Que Flutuam, realizado no Pará. Os artistas e seus estilos foram documentados nas regiões de Santarém, Marajó, Foz do Tocantins e Belém. Como o documentário do projeto retrata, uma tradição familiar que é a cara da identidade ribeirinha.

 

O projeto Letras que Flutuam é um dos oito ganhadores da edição de 2018 do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Outros dois projetos do Pará saíram vencedores. Na parte histórica de Belém temos o projeto Circular Campina Cidade Velha.

 

Ele foi criado depois do tombamento dos bairros com a ideia de reunir artistas, produtores culturais, moradores e comerciantes para revalorizar os espaços, segundo o superintendente do Iphan no Pará, Cyro Holanda de Almeida Lins.


O outro premiado é o projeto Oca, desenvolvido pelo Museu Paraense na cidade de Gurupá, onde os rios Amazonas e Xingu se encontram. Escavações arqueológicas são feitas no Forte de Gurupá.


Os pesquisadores envolveram a comunidade no trabalho com visitação de escolas, criação de material didático, registro de história oral, exposição e organização da biblioteca local. Uma iniciativa que gera a ideia de pertencimento na comunidade, segundo o superintendente do Iphan no Pará.


A cerimônia do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade será no dia 9 de novembro, no Theatro da Paz, em Belém. O evento é gratuito, mas tem ingressos limitados. Informações e pré-inscrições para o evento na página Iphan, com PH, ponto GOV ponto BR.

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