Em mil dias de obras, homens e mulheres superaram desafios para construir Brasília

  • 10/02/2020 - 14h36

Victor Ribeiro

Como já contamos, a escolha do traçado de Brasília foi em 1957, mas desde outubro de 1956 havia obras no Distrito Federal.

 

A primeira delas foi a residência presidencial provisória, o Catetinho, erguido em 9 dias.


Depois vieram as construções do aeroporto e do Palácio da Alvorada.

 

Em seguida, os demais prédios da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios. Enquanto isso, operários abriam as vias da cidade.


Judson Teles faz parte das centenas de brasileiros que se aventuraram pelo Planalto Central, quando Brasília ainda era uma ousada ideia.

 

Foi um dos primeiros motoristas de caminhão e, por isso, é também responsável pela construção de prédios públicos que compõem o conjunto arquitetônico que é patrimônio da humanidade.


Hoje, aos 88 anos, seu Judson lembra que, quando chegou, não tinha nem onde dormir.

 

Conta a história que foram mil dias de obras, para entregar uma cidade com estrutura suficiente para sediar a capital do país.

 

As obras só pararam um dia, em luto pela morte do engenheiro Bernardo Sayão, em um acidente na abertura da rodovia Belém-Brasília. Com longas jornadas de trabalho e sem estrutura de apoio, muitos operários também não conseguiram viver para ver a grandiosidade da cidade que ajudaram a levantar.


E não foram só homens. A doutora em História Social e coordenadora do Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher, Tania Fontenele, lembra da importância das poucas mulheres que vieram construir Brasília.

 

A nova capital impôs grandes desafios, mas também abriu portas para elas.

 

Ainda faltava muito para aquele grande canteiro de obras no centro do país se transformar em uma capital. Um dos maiores desafios era vencer o clima seco da região.

 

Com sonoplastia de Messias Melo e produção de Renato Lima. 

 

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