Soneto de Camões pode inspirar o Dia dos Namorados virtual; mestre morria em 10 de junho há 440 anos

  • 12/06/2020 - 18h45

Luiz Cláudio Ferreira

“O Amor é um fogo que arde sem se ver....é ferida que dói e não se sente....” Quem já não se pegou cantarolando a poesia gravada por Renato Russo. A música Monte Castelo é de 1989, mas parte da letra é bem mais antiga. O trecho que nós ouvimos traz homenagem a um soneto de Luís Vaz de Camões. O gênio que viveu no século 16 morreu há exatos 440 anos.

 

Justo nesta semana de Dia dos Namorados, pode ser uma boa pedida reler as obras líricas de um dos principais mestres do Renascimento e da história do Ocidente.

 

Segundo a professora Luciene do Rêgo, Camões traz inspirações para a língua e literatura portuguesa e brasileira.

 

Mas há quem diga que o texto é antigo, rebuscado. Será? Para a professora Sandra Araújo, trata-se de uma poesia atemporal.

 

O professor Marcio Muniz, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), garante que os mais jovens ficam encantados quando descobrem que os sentimentos lá do século 16 são parecidos com os nossos.

 

E essa inspiração faz com que o autor sobreviva em versos e prosas em muito bom português.

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