Após motim, detentos de presídio em RO voltam às celas

  • 10/01/2018 - 10h51

Renata Martins

Presos do regime semiaberto do interior de Rondônia voltam às celas após motim por causa de superlotação.


Os detentos da Casa do Albergado de Ariquemes, à 200 quilômetros da capital Porto Velho, voltaram para as celas na tarde dessa terça-feira (9). Eles são do regime semiaberto e estavam amotinados desde de segunda-feira (8).


A rebelião teve início após as celas passarem por vistoria por causa da fuga de cinco presos. Em posse dos detentos foram encontradas drogas, celulares e até um serrote.


Após as apreensões, os presos quebraram as grades das celas e ficaram no pátio. Não houve feridos.


A unidade é a mesma onde, há um ano, detentos atearam fogo e fugiram.


Cerca de 130 presos cumprem pena na Casa do Albergado, que tem capacidade para 40 pessoas. Por turno, apenas dois agentes penitenciários são responsáveis pela segurança do local.


Sidney Andrade, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores do Estado, afirma que, além da falta de pessoal a cadeia não tem estrutura.


Por causa da falta de efetivo e da falta de trabalho, os presos têm que passar a maior parte do tempo dentro das cinco celas superlotadas.


Diante de fugas constantes e prevendo a possibilidade de rebeliões, em dezembro o Ministério Público de Rondônia entrou na Justiça para pedir o reforço na segurança, tanto dentro das unidades prisionais – feita pelos agentes - quanto do lado de fora das cadeias, que deve ser feita pela Polícia Militar.


Uma unidade na zona rural de Ariquemes, onde estão mais de 470 apenados do regime fechado, conta com dez agentes penitenciários por plantão.


O recuo dos detentos rebelados ocorreu após reunião entre representantes do sistema prisional do Estado, Ministério Público e autoridades do Judiciário.


A promotora Joice Gushy, responsável pela Vara de Execuções Penais de Ariquemes destaca o que foi pactuado.


De acordo com a promotora, a Secretaria de Justiça também se comprometeu em viabilizar programas para atividades de ressocialização, como a parceria entre o Estado e a prefeitura no projeto “Construindo a Liberdade”, no qual presos trabalham em obras municipais.

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