Indígenas fazem vigília em frente ao STF contra Marco Temporal

  • 08/08/2018 - 15h38

Leandro Martins

Cerca de 50 indígenas de Mato Grosso do Sul estão em Brasília. Eles vão fazer vigílias diárias, em frente ao STF, o Supremo Tribunal Federal, até a próxima sexta-feira (10).

 

A primeira vigília aconteceu na tarde dessa terça-feira (7), com a participação de indígenas das etnias Guarani e Kaiowá. Eles querem sensibilizar os ministros da suprema corte contra o “marco temporal”.

 

Essa tese prevê que os indígenas só teriam direito à demarcação das terras sob sua posse até o dia 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal.

 

A representante dos Kaiowá na vigília, Flávia Nunes, declara que comunidades se sentem injustiçadas pelo marco temporal.

 

Sonora: "Nossas áreas, que foram atingidas pelo marco temporal dizendo que a terra não é tradicionalmente. Estamos aqui para defender os nossos direitos, essa grande vigília.

 

Em 2014, a Segunda Turma do STF anulou três demarcações com base nesta tese, entre elas, a Terra Indígena Guyraroka, dos Guarani e Kaiowá, em Mato Grosso do Sul.

 

Desde então, eles temem ser expulsos da região, onde atualmente vivem em situação de vulnerabilidade, numa área cercada por fazendas.

 

 

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