Cruz Vermelha lança campanha na América Latina em apoio às famílias de pessoas desaparecidas

  • 05/08/2019 - 13h16

Beatriz Evaristo

Fabiana Esperidião da Silva tinha 13 anos quando desapareceu, em 23 de dezembro de 1995. Foi vista pela última vez voltando da casa de uma amiga. Passados mais de vinte anos, a mãe Ivanise Esperidião da Silva Santos não desiste de encontrar a filha.

 

O desaparecimento quase a levou a loucura; mas também fez com que Ivanise juntasse forças para criar a Associação Mães da Sé e ajudar outras pessoas na mesma situação.

 

Além de fazer a divulgação de pessoas desaparecidas e buscar as autoridades, a associação se preocupa com o sofrimento das famílias.

 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha lançou, no mês de julho, uma campanha na América Latina de conscientização sobre as dificuldades enfrentadas por quem vive à espera do reencontro com um familiar querido que está desaparecido.

 

A coordenadora de Proteção do Comitê, Marianne Pecassou, explica que além do impacto psicológico, há um impacto financeiro no orçamento dessas famílias.

 

No início do ano, foi sancionada a lei que cria Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.

 

O texto destaca que a busca e a localização de pessoas desaparecidas são consideradas prioridade com caráter de urgência pelo poder público e devem ser realizadas preferencialmente por órgãos investigativos especializados, sendo obrigatória a cooperação operacional por meio de cadastro nacional, incluídos órgãos de segurança pública e outras entidades que venham a intervir nesses casos.

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