Mundo está fechando as portas para a exportação do frango brasileiro, diz executivo da BRF

  • 12/06/2018 - 15h34

Lucas Pordeus León

A empresa BRF, maior exportadora de carne de frango do mundo, dona das marcas Sadia e Perdigão, reclama de uma guerra comercial internacional contra as exportações de frango do Brasil.

 

O vice-presidente global da BRF, Jorge Lima, esteve no Senado nesta terça-feira e ressaltou as dificuldades que a empresa enfrenta.

 

A BRF foi alvo de uma investigação da Polícia Federal que acabou resultando no embargo das exportações de frango por motivos de saúde pública para a Europa. As autoridades brasileiras entendem que o motivo, na verdade, é comercial e o bloco europeu teria usado a investigação interna para impor a barreira a carne de frango.

 

O ministro da Agricultura, Blairro Maggi, diz que o governo trabalha para reverter o embargo.

 

O Brasil ainda pretende apresentar um recurso a OMC, a Organização Mundial do Comércio, para reverter o embargo da União Europeia ao frango brasileiro.

 

A maior empresa do ramo é a BRF, que emprega cerca de 110 mil pessoas. O executivo da multinacional brasileira conta que 50% das vendas da empresa são para o mercado internacional e que o mercado interno não tem como absorver o excedente. O executivo Jorge Lima ainda diz que não tem expectativas de melhora do cenário internacional.

 

O representante da BRF ainda cita a greve dos caminhoneiros como fator de prejuízos. Segundo ele, o setor matou 65 milhões de aves por causa da greve por não poder transportar os animais.

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