PIB cresce 0,8% no terceiro trimestre deste ano e chega a R$ 1,716 trilhão, segundo IBGE

  • 30/11/2018 - 15h06

Raquel Júnia

O PIB cresceu 0,8% na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a alta foi de 1,3%, resultado influenciado sobretudo pelo aumento do consumo das famílias e investimentos privados.

 

Em valores, o PIB do terceiro trimestre resultou em R$ 1,716 trilhão. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (30), pelo IBGE.

 

Com o resultado, a sétima taxa positiva seguida, o PIB retorna para o patamar do primeiro semestre de 2012, mas ainda distante 5% do pico registrado em 2014.

 

A agropecuária teve o melhor resultado, com crescimento de 0,7% e contribuição efetiva da safra de café e algodão herbáceo. Em comparação ao mesmo período de 2017, o crescimento foi de 2,5%.  A indústria cresceu 0,4% e os serviços 0,5%.

 

Nos serviços, todos os setores apresentaram resultados positivos, com destaque para comércio, atividades imobiliárias, transporte armazenagem e correio.

 

Na indústria, a de transformação foi a que mais cresceu, resultado influenciado pelo aumento da fabricação de veículos,  de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, de celulose e papel, máquinas e equipamentos, indústria farmacêutica e produtos de metal.

 

Na medição das despesas, o consumo das famílias cresceu pelo sexto trimestre seguido, com 1,4%.  A coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explica que o resultado é o que mais impacta o PIB.  Rebeca Palis destaca também o crescimento quase nulo dos gastos públicos.

 

Em comparação com o mesmo trimestre de 2017, o investimento das empresas em bens de capital como máquinas e equipamentos aumentou 7,8%. O resultado positivo, no entanto, é fruto também de mudanças na metodologia do Repetro, regime aduaneiro que regula as relações comerciais da cadeia de petróleo, que incluiu novos bens na contagem. Dessa forma, o  desempenho negativo da construção, que continuou no terceiro trimestre deste ano, foi compensado pela produção interna e de bens de capital que puxaram o PIB para cima.

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