Seca em RO diminui navegabilidade e escoamento de produção

  • 09/09/2019 - 12h34

Michelle Moreira

O período de seca em Rondônia está afetando o volume de cargas escoado por meio do Porto Público. Isso porque as embarcações encontram dificuldades para navegar, durante o dia, com a baixa das águas do rio Madeira.

 

No período da noite, a navegação está proibida pela Marinha por causa dos bancos de areia.

 

Segundo a Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado, a estimativa para o período de estiagem – que costuma começar em agosto e terminar entre setembro e  outubro – é que as embarcações aumentem o tempo da viagem em cerca de 30%, com redução pela metade das exportações.

 

Para melhorar a navegabilidade, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes iniciou há um ano a dragagem do rio Madeira.

 

A ideia é garantir profundidades mínimas de 3,5 metros ao longo de toda a estação seca.

 

A medida visa garantir a navegação segura de barcas que transportam de produtos como o milho, a soja e os derivados de combustível.

 

Além disso, de acordo com o Governo de Rondônia, para diminuir as dificuldades da navegação e aumentar o saldo de exportações está em curso um projeto para a construção de novos portos.

 

A curto prazo estão previstas a implantação dos portos internacionais nos municípios de Costa Marques, Machadinho D’Oeste e Guajará-Mirim.

 

A longo prazo, a ideia é construir um grande terminal portuário no distrito de Calama, na divisa entre Rondônia e o Amazonas.

 

Atualmente, o Porto Público de Porto Velho é um dos principais canais de exportação de itens como grãos, madeira, castanha e peixe. Os grãos representam cerca de 80% da movimentação.

 

As exportações seguem com destino às regiões de Manaus, Belém e Mato Grosso.

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