Novas tarifas de água vão beneficiar mais de 40% dos consumidores no DF

  • 02/12/2019 - 19h12

Gesio Passos

As contas de água e esgoto do Distrito Federal terão uma nova forma de cálculo e com isso 40% dos consumidores devem pagar tarifas mais baixas.  A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF, a ADASA, publicou nesta segunda-feira as novas tarifas. Pelo novo cálculo, quem consumir mais irá pagar um maior valor nas contas.

 

A mudança atende a uma lei aprovada este ano pela Câmara Legislativa que acabou com o consumo mínimo de 10 metros cúbicos de água por mês. Assim, a Adasa projetou uma nova tarifa a partir de faixas crescentes de consumo de água. O presidente da Agência, Paulo Salles, explica as mudanças.

 

A tarifa social de água também será ampliada para todos os 70 mil beneficiários do programa Bolsa Família e será a metade do valor do uso comum. A redução pode chegar até a 82%. Quem estiver no programa e consumir um metro cúbico de água por mês vai pagar R$10,99.

 

Para o uso residencial, haverá uma tarifa fixa de R$8 que será somada a faixas variáveis de consumo. A mais baixa será de até sete metros cúbicos com valor de R$2,99. O maior valor será para consumo acima de 45 metros cúbicos ao mês, custando R$23,87.

 

Para quem consome, por exemplo, quatro metros cúbicos por mês, a conta passará dos atuais R$62,86 para R$39, 92.  Já para que estiver na última faixa, acima de 40 metros cúbicos, a conta passará de R$643 reais para mais de R$754.

 

Lembrando que para a maioria dos consumidores, o cálculo final da tarifa é dobrado para o custeio do tratamento de esgoto.

 

Também haverá mudanças para o comércio, indústria e órgãos públicos, com redução de valores para até 68% desses consumidores. Neste caso, o valor da parte fixa das tarifas será de R$21. Já para o uso de água tratada para paisagismo a tarifa sobe para R$31,50.

 

Os reajustes levam em conta a necessidade de garantir equilíbrio nas contas da CAESB. O novo cálculo levou em consideração as reuniões e consultas públicas realizadas pela ADASA, que recebeu mais de 760 contribuições de diversas instituições.

 

Por nota, a CAESB informou que enviou a Câmara Legislativa uma proposta da empresa para que as novas tarifas entrem em vigor a partir de junho de 2020, alegando precisar do tempo para fazer as adaptações necessárias.

 

Ainda segundo a Companhia, o pedido deve ser analisado pelos parlamentares nos próximos dias.

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