Artistas e ambulantes: categorias mais atingidas pelo desemprego na pandemia se reinventam

  • 02/08/2020 - 07h32

Carol Barreto

A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio a economia brasileira nos seus mais diversos ramos. Muitos postos de trabalho foram fechados e empresas enfrentam dificuldades. A situação de certas categorias profissionais consegue ser mais delicada, como é o caso dos artistas, já que cinemas e casas de espetáculos foram os primeiros estabelecimentos a fechar em decorrência da pandemia e serão os últimos a reabrir.

 

Diretora do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated), Isabel Gomide afirma que a situação dos trabalhadores das artes é dramática. Segundo ela, a aprovação da Lei Aldir Blanc é uma boa notícia para o setor, mas há receio com relação a como o dinheiro chegará a quem precisa, já que diversos municípios não possuem fundos de cultura. Isabel pontua algumas conquistas importantes consagradas no texto da lei.

 

Ela teme, no entanto, que o incentivo à concorrência em editais, também presente no texto legal, seja excludente.

 

Outra categoria bastante prejudicada pela pandemia são os vendedores de mate na praia, uma vez que, mesmo após a liberação parcial destas à frequência a venda de produtos nas areias segue proibida no Rio de Janeiro. Vendedor ambulante de mate, Tubarão conta como esta realidade tem afetado o cotidiano da categoria.

 

Ele afirma que os vendedores de mate buscam agora formalizar uma cooperativa como forma de superar o momento difícil:

 

Rachel Honorato foi outra que precisou se reinventar por causa dos efeitos econômicos da pandemia:

 

A administradora Thaissa Novo, que já estava desempregada antes do início da pandemia, conta as dificuldades do momento:

 

Ela se mostra bastante descrente na possibilidade de arranjar um novo emprego neste momento.

 

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19 divulgada na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou em 81,8 milhões a população ocupada do país na semana de 28 de junho a 4 de julho, com estabilidade em relação à semana anterior e queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, quando havia 83,9 milhões de pessoas ocupadas.

 

O nível de ocupação foi de 48,1%, estável frente a semana anterior e com queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, em que havia ficado no patamar de 49,4%. Diante desse cenário, o Movimento Mater tem arrecadado doações para montagem de cestas básicas para artistas de rua e periferia.

 

A cooperativa em vias de legalização dos vendedores de mate pode ser acessada pelo Whatsapp através do número 21 974361700. Através deste telefone, é possível encomendar mate e sucos, que serão entregues em casa. Já encomendas de pão a Rachel Honorato podem ser feitas através das páginas de Facebook e Instagram Rachel Pão Caseiro.

Ir para a versão desktop