Campanha chama a atenção para cortes de verbas em escola de música de São Paulo

  • 06/12/2017 - 18h54

Nelson Lin

Alunos e a comunidade academica da Emesp, escola municipal de música do estado de São Paulo Tom Jobim, uma das mais tradicionais do Brasil, criaram nas redes sociais a campanha Emesp Viva pelo fim dos cortes orçamentários na escola, desde 2015 eles vêm denunciando a diminuição no número de professores, funcionários e estudantes atendidos.

 

Emesp Viva foi uma campanha criada pelos estudantes e a comunidade da escola em novembro para mostrar a importância do ensino da música e dar visibilidade à escola de música do estado de São Paulo, a EMESP Tom Jobim, que desde 2015 vem sofrendo cortes no orçamento, afetando suas atividades. A página já conta com mais de dois mil seguidores e tem vídeos de apoio de importantes músicos e grupos musicais.

 

A EMESP Tom Jobim foi criada em outubro de 1989 como Universidade Livre de Música. O reitor e primeiro presidente do conselho foi o compo­sitor Antonio Carlos Jobim. Em 2001 foi rebatizada como EMESP Tom Jobim.

 

A escola oferece oferece aulas de instrumento, canto e prática em grupo de forma gratuita, e chegou a ter mais de 8000 alunos no início de seu funcionamento, mas de acordo com professores e alunos, o orçamento destinado à escola e suas atividades vem diminuindo ano a ano e em 2015 houve um corte de verba de cerca de 20% que resultou na demissão de cerca de 20 professores, 20 funcionários, diminuindo o número de alunos de cerca de 1500 para 1300 além de encerrar os trabalhos da Camerata Aberta, a única orquestra no Brasil que trabalhava com repertório contemporâneo.

 

De acordo com Ludmilla Thompson, presidente do gremio estudantil da EMESP Tom Jobim, a escola tem grande importância no cenário musical de São Paulo e do Brasil.

 

Haverá uma audiencia pública na assembleia legislativa de São Paulo próxima quarta feira, dia 13 de dezembro e o movimento espera alcançar apoio não só de deputados estaduais como também da população do estado de São Paulo para a importância de se manter o trabalho da EMESP Tom Jobim

 

Procurada pela reportagem, a secretaria de cultura do estado em nota disse que são infundados os boatos de corte na escola, e que são boatos com o único propósito de causar desgaste desnecessário. Que não há razão para preocupação, tampouco nenhum tipo de apreensão, pois a EMESP seguirá normalmente com suas atividades, alunos e professores.

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