Escolas do Arquipélago do Bailique são transferidas para evitar efeitos do fenômeno 'terras caídas'

  • 13/02/2018 - 10h36

Ariane Póvoa

Três escolas do Arquipélago do Bailique, em Macapá, no Amapá, passam por reparo e remoção de estruturas, para evitar que sejam levadas pelas águas do fenômeno natural conhecido como “terras caídas”.

 

A intervenção começou nessa segunda-feira (12) nas unidades escolares de Itamatatuba, Júlia Bruno e Escola Bosque. De acordo com o governo do estado, as estruturas vão ser transferidas para um local mais seguro, antes da próxima lançante da maré, prevista para o período de 15 a 18 e fevereiro, durante a lua cheia.

 

A Escola Júlia Bruno, localizada na Vila Ponta da Esperança, terá de ser toda desmontada, e o ano letivo de 2018 vai começar na associação comunitária da vila.

 

Desde 2015, os órgãos estaduais fazem estudos para obter soluções para o fenômeno “terras caídas”. Trata-se de um fenômeno natural de erosão da margem fluvial. É o processo de desgaste das margens do rio, causado pelo fluxo de água e pelas fortes chuvas que transportam pedaços de solo, resultando no deslizamento de terra.

 

Entre as possíveis soluções, está a transferência das comunidades do Arquipélago do Bailique para outro local.

 

De acordo com levantamento realizado pela Defesa Civil do Amapá em janeiro deste ano, foram identificadas 147 famílias atingidas pelo fenômeno.

 

A Defesa Civil segue monitorando 13 comunidades na região.

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