Seminário debate políticas inclusivas de meninas nas ciências exatas

  • 19/03/2018 - 15h26

Adrielen Alves

Matemática, física, química, astrofísica, astrônomia. Profissões que podem ser escolhidas e seguidas pelas brasileiras.


Para discutir a importância das meninas e mulheres na ciência, está sendo realizado nesta segunda-feira (19), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, o 1º Seminário ‘Elas nas Exatas’.


O evento reúne diversas entidades e personalidades para discutir políticas públicas que incentivem a entrada das meninas nas áreas ligadas à ciência e, também, o papel social de escolas, até o ambiente familiar, na construção da autoestima das jovens brasileiras em suas futuras profissões.


Em entrevista à Ràdio Nacional, a coordenadora do Fundo Elas, Amália Fischer, destacou que o trabalho de inserção das meninas e mulheres nas ciências exatas passa pelo cuidado de garantir também a equidade racial.


Segundo ela, não é só as mulheres brancas devem estar representadas no seminário. As mulheres negras também devem ocupar um espaço importante. “Para nós, a questão de gênero sempre tem que estar acompanhada da questão racial”, completou.


Amália Fischer disse que existem vários projetos nas escolas que trabalham a questão da equidade. Ela ressaltou que esses projetos devem ser para as meninas mas em hipótese alguma devem “excluir os meninos”.


No entender da coordenadora do Fundo Elas, a partir do momento em que se exclui os meninos, cria-se uma situação em que eles não respeitarão as meninas. “É importante que exista uma consciência nos meninos de porque eles devem respeitar as meninas”.


Uma das questões que a Fundação Carlos Chagas encontrou em seus estudos sobre a questão foi o bullying que as garotas sofrem não só nas escolas, mas em casa e entre colegas quando optam por uma profissão nas ciências exatas.


“Elas desistem de entrar nas exatas porque deixam de acreditar nelas mesmas”, afirmou a pesquisadora.


A abertura do seminário foi marcada por uma homenagem a Marielle Franco, vereadora que foi assassinada na última quarta-feira (14), no Rio de Janeiro.


Acompanhe a entrevista concedida a Adrielen Alves, pela coordenadora do Fundo Elas, Amália Fischer.

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