Professores da rede municipal do Rio permanecem em estado de greve; categoria reivindica reajuste

  • 09/08/2018 - 13h58

Ícaro Matos

Os professores da rede municipal do Rio de Janeiro decidiram permanecer em estado de greve e não vão interromper as aulas pelo menos até setembro. A resolução foi tomada pela categoria em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira.

 

De acordo com o Sepe, Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio, no encontro também foi decidido que os professores vão fazer paralisação de advertência de 48 horas, nos dias 12 e 13 de setembro, para exigir da prefeitura o atendimento das reivindicações da categoria. Também no dia 13 será realizada nova assembleia para definir os rumos do movimento.

 

Os professores estão em estado de greve desde o dia 10 de maio, e fizeram paralisação de 24 horas nesta quarta-feira. Além da assembleia, a categoria também realizou um ato em frente a sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova, região central do Rio.

 

Na ocasião, uma comissão de representantes dos trabalhadores foi recebida pela chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Educação e por uma assessora da secretária da pasta. Uma nova reunião entre as partes foi marcada para o próximo dia 14, para dar continuidade as negociações sobre os pedidos da categoria.


Segundo o Sepe, os professores reivindicam o fim do congelamento de salários e benefícios, que estão sem reajuste há dois anos de acordo com o sindicato, e também a revogação da contribuição previdenciária de 11% sobre os valores de aposentarias e pensões que ultrapassam o teto do INSS, aprovada pela Câmara dos Vereadores e sancionada pelo prefeito Marcelo Crivella no mês passado.

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