MP constata irregularidades em escolas rurais de Goianésia do Pará

  • 28/09/2018 - 21h13

Juliana Cézar Nunes

Representantes do Ministério Público, com apoio dos conselhos municipais de educação e de alimentação escolar, percorreram nos últimos dias sete escolas da zona rural do município de Goianésia do Pará. Eles encontraram uma série de irregularidades que colocam em risco a vida de estudantes, professores e profissionais de educação.

 

O promotor José Alberto Grisi Dantas conta que estrutura física precária e a falta de insumos adequados para a merenda escolar estão entre as principais preocupações. Ele fala sobre os problemas encontrados em uma das maiores escolas rurais de Goianésia do Pará. 

 

Sonora: "Janelas quebradas com ponta afiadas, que poderiam ferir algum aluno, uma criança menor que se aproximasse. Problemas na rede elétrica, principalmente na cozinha e cantina. Ligações elétrica improvisadas, que poderiam causar choques elétricos não só aos estudantes e professores, mas também aos merendeiros. E áreas de reforma que não estavam propriamente isoladas."

 

Em outra escola inspecionada pelo Ministério Público foi constatada a ausência de água potável e corrente. As merendeiras retiram água de um poço, coberto apenas por ripas de madeira. Os diretores das escolas onde foram encontradas as irregularidades mais graves foram notificados pelo Ministério Público para providências imediatas.

 

A Secretaria de Educação de Goianésia do Pará também foi acionada e terá 10 dias para tomar providências. De acordo com a secretária de Educação, Meirivane Martins, as escolas fiscalizadas terão prioridade nas ações da prefeitura. 

 

Sonora: "Nós temos conhecimento que essas sete escolas precisam de uma urgência, está no nossos cronograma, e nós entendemos a visita e a notificação do ministério, e nós iremos agilizar o processo de atender essas escolas." 

 

A Secretaria de Educação de Goianésia do Pará administra 50 escolas, sendo 37 delas em área rural. O órgão alega ter poucos recursos financeiros para as reformas e acusa gestões anteriores de permitir o sucateamento das escolas públicas municipais.

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