Quatro escolas do DF começam hoje projeto-piloto de parceria com Polícia Militar

  • 11/02/2019 - 11h24

Dayana Vitor

Quase sete mil alunos dos Centros Educacionais 1 da Estrutural, 3 de Sobradinho, 7 da Ceilândia e 308 do Recanto das Emas começam as aulas nesta segunda-feira com a presença de policiais militares nas instituições de ensino.


É que esses colégios, a partir de agora, participam do projeto-piloto do governo de Ibaneis Rocha, em que a gestão da escola é compartilhada entre professores e policiais militares. Esses primeiros dias de aula são para adaptação.


O assessor especial da Secretaria de Educação, Mauro Oliveira, explica que o atual governo fez a opção por esse modelo de gestão para melhorar o ensino, já que os professores não precisarão mais se dedicar a resolver a indisciplina dos alunos, mas sim cuidar da parte pedagógica.


Os policiais militares serão responsáveis pela segurança interna das escolas e vão ministrar aulas de esportes, musicalização e ética no turno oposto das disciplinas normais.


A princípio, os estudantes poderão frequentar as aulas de calça jeans e camisa branca. Em até dois meses, eles deverão usar o uniforme diferenciado, cabelo curto para meninos e coque para as meninas.


Pelo menos, 120 escolas de todo o país, já adotam esse modelo. E a meta do governo Ibaneis Rocha é expandir para mais 36 escolas ainda este ano.


O diretor do Centro Educacional 308 do Recanto das Emas, Márcio Jesus, acredita que nas escolas da Polícia Militar os professores poderão dar as aulas com mais qualidade.


O vice-presidente do Conselho dos Direitos da Criança e Adolescente, Coraci Coelho, pondera que a presença dos militares não resolve o problema da educação e indisciplina.


Ana Carolina Sá, de 17 anos, é aluna de uma das escolas onde o modelo foi implantado, o Centro Educacional 07, de Ceilândia. Ela é contra.


A Câmara Legislativa deve analisar um decreto do deputado Leandro Grass, da Rede, que pede a anulação do projeto das escolas da Polícia Militar. Já o Ministério Público do Distrito Federal apura as denúncias contidas em ofício do deputado Fábio Felix, do Psol.


O parlamentar alega, por exemplo, que a gestão compartilhada só poderia ocorrer por meio de projeto de lei e que a população deveria ser consultada.

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