Ciee defende inclusão da diversidade e do respeito no currículo escolar

  • 06/11/2019 - 15h43

Raquel Júnia

Os obstáculos para que uma pessoa trans consiga um posto de trabalho formal começam ainda na escola. Diante do preconceito, muitas acabam abandonando os estudos e futuramente só conseguem trabalhos informais.

 

Além da necessidade de o espaço escolar incluir a temática da diversidade e do respeito, iniciativas como a da aprendizagem profissional, são vistas por especialistas como uma forma de garantir maior igualdade de oportunidades.

 

Luan Costa, da Gerência de Aprendizagem do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), destaca que tem crescido essa consciência em algumas empresas.

 

A empregabilidade de pessoas trans foi tema do Seminário Aprendizagem Profissional: Alternativas e Perspectivas para as Juventudes, realizado nesta quarta-feira pelo Ciee com a presença de especialistas, jovens aprendizes e empresas que tem políticas de diversidade.

 

Luan acrescenta que a aprendizagem ainda durante o período escolar, como prevê a Lei 10.097 de 2000, garante mais chances de uma boa colocação profissional.

 

A Lei 10.097, conhecida como Lei da Aprendizagem, prevê que jovens de 14 a 24 anos que estejam estudando ou que já tenham concluído o ensino médio podem ser contratados como aprendizes.

 

A legislação estabelece que todas as empresas que tenham até sete funcionários são obrigadas a cumprir a cota de aprendizagem que vai de 5% a 15% do efetivo de funcionários.

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