MPT recomenda respeito à jornada dos professores com trabalho remoto e manutenção do salário

  • 24/06/2020 - 13h45

Dayana Vítor

Os professores de todo o Brasil tiveram que adaptar suas rotinas para dar aulas à distância durante a pandemia da Covid 19. Esse modelo de ensino pode acabar exigindo do profissional mais horas trabalhadas que o presencial, já que, além de preparar as aulas e estar disponível on-line para explicar o conteúdo e tirar dúvidas, os professores precisam aprender a usar os recursos tecnológicos.

 

Pensando nisso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou uma nota técnica recomendando que os direitos desses profissionais sejam respeitados pelas instituições de ensino. No documento, destaca-se a manutenção da jornada de trabalho e dos salários integrais, sem redução; além da orientação para que o tempo destinado à capacitação dos docentes ao novo modelo de ensino e de preparação das aulas contem como jornada de trabalho.

 

Também recomenda a ampliação dos horários de repousos desses professores que trabalham remotamente, bem como a adoção de horários específicos para atendimento virtual dos estudantes. Para que não haja sobrecarga dos profissionais.

 

A professora Christielly Vieira, que dá aula para uma turma do 4º ano, do ensino fundamental, diz que está trabalhando muito mais do que presencialmente.

 

A diretora do Sindicato dos Professores no DF, Rosilene Côrrea, explica que vários profissionais estão adoecendo com essa nova rotina de trabalho remoto.

 

Para que os professores como Christielly possam trabalhar com mais tranquilidade agora na pandemia, o Ministério Público pede que os salários da categoria não sejam reduzidos. Essa opção só pode ocorrer se houver redução da carga de trabalho, como previsto em Medida Provisória do Governo Federal.

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