Brasília, uma cidade de contradições mas de boa qualidade de vida

  • 21/04/2017 - 09h06

Lucas Pordeus León

Brasília completa nesta sexta-feira (21) 57 anos de idade. A cidade tem um dos melhores índices de qualidade de vida do país, mas convive com grandes desigualdades internas. Com mais de 2 milhões e 900 mil habitantes, o Distrito Federal tem uma população de maioria imigrante, católica e de cor negra.


O Distrito Federal é dividido em 31 regiões administrativas que apresentam realidades econômicas e sociais muito diferentes entre elas. O Lago Sul tem a melhor renda: uma pessoa recebe, em média, mais de R$ 8 mil por mês.


Já na Cidade Estrutural, a cerca de 15 quilômetros do Plano Piloto, a renda per capita é de R$ 521. É o menor valor do Disrito Federal.


Os dados são da Pesquisa por Amostra de Domicílio feita pela Codeplan, a Companhia de Planejamento do Distrito Federal, entre 2015 e 2016.


O comerciante Carlos Henrique, morador do Riacho Fundo II, conta que só tem condições de trabalhar no centro da capital.


A técnica em nutrição, Nair Ribeiro, de Planaltina, gosta da qualidade de vida de Brasília, mas reclama do alto custo para viver aqui.


Ainda segundo os dados da Codeplan, a população do Distrito Federal é formada por cerca de 51% de imigrantes. A maioria dos nascidos em outros estados vem do Nordeste, com 52% do total.


A religião católica é a que tem mais presença no DF, representa 58% da população. Seguida pela religião evangélica com 29%. As outras religiões somam pouco mais de 4% e quase 8%
diz não ter religião.


Em relação a cor, cerca de 57% da população do Distrito Federal se declara parda ou preta e 41% se consideram de cor branca.


Conhecida nacionalmente pela política, Brasília tem uma vida social e econômica muito além da Esplanada dos Ministérios. A corretora Elza Martins, do Riacho Fundo I, se diz apaixonada pela vida noturna da capital.


Já a professora Aline Gomes, de São Sebastião, gosta da quantidade de oportunidades de emprego, mas lamenta a falta de convívio comunitário entre as pessoas.


Ao contrário do que muita gente pode pensar, a maior parte da população ocupada do DF não trabalha no setor público, mas no comércio, que emprega 27% dos trabalhadores. O setor público, seja ele federal ou distrital, é responsável por 21% da população ocupada.

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