2017 vai ficar marcado no Rio pelas crises política e social, avalia cientista

  • 22/12/2017 - 18h46

Raquel Júnia

Vários meses de salários atrasados, servidores em fila para receber cestas básicas, privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgoto, a Cedae, aumento da contribuição previdenciária, prisão das principais lideranças do PMDB fluminense, ex governadores presos e condenados e muitos protestos.

 

O ano de 2017 vai ficar marcado no Rio pela crise política e social. Para o cientista político e professor da Universidade do Estado do Rio e da ESPM, Fabio Vasconcellos, o balanço do ano inclui um aspecto inegavelmente negativo diante dos esquemas de corrupção revelados no partido que lidera o estado, o PMDB, e a paralisia do governo em um quadro de declínio econômico.

 

Por outro lado, para Fábio, as próprias prisões e condenações revelam que há uma estrutura que tenta combater os crimes, o que não deixa de ser positivo. Ele acrescenta que a aprovação na Alerj, de medidas impopulares mesmo com a classe política que a conduz deslegitimada, é uma das principais questões chaves para se compreender este ano.

 


As dezenas de manifestações na Assembleia Legislativa protagonizadas pelos servidores estaduais e movimentos sociais mostraram o descompasso entre o posicionamento dos deputados e o da população que os elegeu.

 

O deputado estadual do PMDB, Átila Nunes, avalia que a crise vivida neste ano foi sem precedentes no estado. Ele concorda que houve um descompasso entre o aprovado pela Alerj e o que queriam os servidores, mas segundo, ele não havia outro remédio.

 

Ele acrescenta que as denúncias contra a cúpula do PMDB na Alerj pegou a todos de surpresa.

 

Já o deputado estadual do PSOl, Flavio Serafini, acredita que esse descompasso entre uma assembleia desmoralizada e a população não deveria existir e deixa consequências graves.

 


Em 2018, o ano será marcado pelo processo eleitoral. Para Fabio Vasconcellos, é difícil prever como as urnas vão refletir todas as contradições, mas é certo que será uma oportunidade de debater a fundo o futuro do estado até porque nada está definido.

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