Tecnologia ajuda a transformar esgoto em água purificada; custo ainda é grande desafio

  • 24/02/2018 - 08h41

Victor Ribeiro

Você sabia que quase todo o esgoto que a gente produz é composto de água?

 

Agora, imagine se essa água pudesse ser purificada. Eu não disse tratada. Falei sobre esgoto que se transforma em água potável e reduz a captação dos mananciais. Já existe tecnologia para fazer isso, bem aqui no Brasil.

 

É o que explica o professor da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, Renato Falcão Dantas.

 

A técnica usada elimina toda a sujeira do esgoto. Mas o pesquisador destaca que as leis brasileiras ainda não permitem o uso dessa água para beber.

 

No Brasil, essa água obtida a partir da purificação do esgoto pode ser usada para irrigação e para lavar carros e calçadas.

 

É a mesma regra que serve para o reúso da água, uma técnica que existe há mais tempo e, por isso, está mais presente no nosso dia a dia.

 

O professor Henrique Leite Chaves, da Universidade de Brasília, comenta o que é a água de reúso e como ela pode ser utilizada.

 

Além do reúso, a água que não se destina ao consumo humano pode vir do céu, como lembra Henrique Chaves.

 

Todas essas medidas reduzem a captação dos mananciais e resultam no aumento da oferta de água.

 

Mas e quando os mananciais ficam sobrecarregados?

 

O professor da Unicamp Renato Falcão Dantas que abriu essa matéria explicando a técnica de purificar o esgoto, conta que em outros países a água que sai desse processo é usada para recarregar os aquíferos, que são grandes reservatórios.

 

O grande problema é que purificar a água do esgoto, captar a água da chuva ou reusar a água do nosso dia a dia sai mais caro do que consumir aquela limpinha que a natureza nos dá.

 

Por isso, o professor da UnB Henrique Leite Chaves cobra que os governantes criem políticas públicas para incentivar práticas como as apresentadas nesta reportagem.

 

O professor da UnB avalia, ainda, que junto com todas as medidas tecnológicas, é fundamental que os governos promovam campanhas educativas.

 

Isso porque muitas vezes a gente esquece o quanto é importante fechar a torneira.

 

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