Governo quer tornar definitivo o Ministério Extraordinário da Segurança Pública

  • 13/06/2018 - 16h05

Danyele Soares

Após críticas dentro do próprio governo sobre a medida provisória que destina recursos das loterias esportivas para o Sistema Único de Segurança Pública, o ministro da área, Raul Jungmann, afirmou que as reações são compreensíveis. Também informou que é preciso se acostumar com a nova ordenação de recursos e que o governo deve encontrar uma saída para amenizar efeitos em outras áreas.

 
Em cerimônia nesta quarta-feira (13), Jungman também comentou a votação da medida provisória que cria o Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Segundo ele, o texto não vai enfrentar resistência no Congresso Nacional porque os parlamentares estão sensíveis ao tema. Ele também destacou que o governo aceitou a sugestão do relator da MP, senador Dário Berger do MDB, para retirar o “extraordinário” do nome da pasta, deixando apenas Ministério da Segurança Pública.
 

De acordo com o presidente Michel Temer, a ideia de transformar a pasta em definitiva mostra a preocupação dos parlamentares com o tema.
 
 
O ministro da Segurança Pública ainda confirmou a abertura do concurso da Polícia Federal. Serão 500 vagas, sendo 150 para delegados, 60 para peritos, 180 para agentes, 80 escrivães e 30 papiloscopistas.

 
E Jungmann comentou as investigações sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, que completam três meses nesta quinta-feira (14). O ministro evitou dar detalhes, mas disse que a apuração avançou. E justificou que casos como o da juíza Patrícia Acioli, morta a tiros por um grupo de extermínio formado por policiais, e do pedreiro Amarildo de Souza, também morto por policiais, demoram cerca de 100 dias para serem solucionados.

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