Desafios e Perspectivas dos Estados: Sergipe tem projetos para expandir a geração de energia eólica

  • 29/09/2018 - 19h38

Wellington Barros

Na língua tupi, Sergipe significa rio dos siris. Localizado no Nordeste, é o menor estado brasileiro e tem população estimada em quase 2 milhões e trezentos mil habitantes. Cerca de 1 milhão e 600 mil são eleitores. Junto com Mato Grosso e Paraíba, a bancada sergipana na Câmara de Deputados não tem representação feminina.

 

Um dos fatores que contribui positivamente para a qualidade de vida no estado é referente à mobilidade urbana. A capital Aracaju tem aproximadamente 63 quilômetros de ciclovias. No ranking nacional, essa é oitava maior proporção de vias destinadas a bicicletas em relação à malha viária total.

 

O goiano André Pereira, servidor público, aderiu à bicke como meio de transporte nos deslocamentos casa trabalho desde que se mudou para Sergipe, há cinco anos e meio. São 16 quilômetros de pedaladas por dia que permitem aproveitar melhor a cidade praiana.

 

No quesito economia, os pontos fortes de Sergipe são agropecuária, indústria e serviços, com destaque para o turismo. A agricultura concentra-se principalmente na cana-de-açúcar, mas o estado também é o segundo maior produtor nacional de mangaba, terceiro de coco, quinto de laranja e sexto de caju. A exploração de recursos minerais, em especial de petróleo, gás natural, calcário e potássio, é outra atividade importante. A taxa de desocupação no estado é de 16,8% e o rendimento médio R$ 1.533.

 

Em relação a fontes de energia renováveis, Sergipe começou a explorar um verdadeiro tesouro a partir da força dos ventos há quase seis anos. Atualmente, gera energia eólica suficiente para atender a 600 mil pessoas, o que o coloca em patamar intermediário no cenário nacional dessa forma de energia limpa.

 

O estado é alvo de projetos de expansão dessa atividade e deve receber dois novos parques eólicos, ainda em fase de planejamento e sem cronograma definido de implantação, informa Milton Serna, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Sergipe.

 

Atualmente, a fonte eólica corresponde a cerca de 10% da matriz energética no Brasil. Há 8 anos, equivalia a apenas 1% e a previsão é de que em 2025, alcance pelo menos 25% da matriz. Grande parte do potencial de geração está no Nordeste, explica Milton Serna.

 

Na área de saneamento básico, a água encanada chega a 86% das moradias e a rede de esgotamento sanitário tem cobertura de 54%. O serviço de coleta de lixo atende a 7 de cada 10 casas.

 

No quesito educação, o estado tem o desafio de reduzir a taxa de analfabetismo: 14,5%, a quinta mais alta do Brasil. Outro problema é o percentual de jovens que não estudam nem trabalham 26%, acima da média nacional de 23.

 

No campo da segurança pública, o Atlas da Violência aponta que a taxa de homicídios em Sergipe é 64,7 a cada 100 mil habitantes, a mais alta do país.

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