Tragédia de Mariana completa três anos; saiba como está situação nos locais atingidos

  • 05/11/2018 - 07h15

Kariane Costa

Há exatos três anos  a região de Mariana sofria a maior tragédia ambiental do Brasil. Hoje no lugar do barro, o mato cresceu, sob escombros e a dor na memória dos moradores da região.



 O rompimento da barragem da mineradora Samarco  deixou dezenove pessoas mortas. Em Paracatu, as árvores e a igreja que a lama alcançou, permanecem com as marcas.

 

No Distrito de Bento Rodrigues, ao chegar no primeiro trecho pós rompimento da barragem, às margens do Rio Gualaxo do Norte, que faz parte da bacia do Rio Doce,  a olho nu, não se imagina que se está  pisando em rejeitos.

 

Mas lá está grande parte dos resíduos  de metais  jorrados  do complexo de mineração que percorreram 55 quilômetros do Rio Gualaxo do Norte e 22 quilômetros do Rio do Carmo até desaguarem no Rio Doce.

 

Cerca de 3 metros de rejeitos estão depositados às margens do rio. Outra parte se misturou ao solo, e no local, foi  realizada uma obra pela Fundação Renova, criada para reparar os danos do desastre. Ela  é mantida pela Samarco, mineradora responsável pelo desastre.

 

A presidente do Ibama, Suely Araújo, diz que há danos que ainda podem vir. 

 

A obra de bioengenharia em 800 hectares estabilizou o rejeito às margens do rio , com a revegetação, criando uma espécie de  tapete verde para cobrir o solo. Já  a fase de reflorestamento teve início somente em neste ano. Foram plantadas 45 mil mudas de espécies nativas  da Mata Atlântica.

 

Pedro Ivo, especialista programa socio-ambiental da Fundação Renova, diz estar otimista com as ações se reflorestamento  e do manejo dos rejeitos.

 

O coordenador do laboratório de restauração florestal   da Universidade Federal  de Viçosa,   Sebastião Venâncio Martins , avalia que o solo tem dado uma resposta positiva à decisão de se manter parte do  rejeito no local.

 

Segundo o professor,  as plantas não apresentam,  a princípio, qualquer sinal de deficiência. Mas ele considera deve ser levar  pelo menos mais 6 anos para confirmar os resultados mais positivos.

 

* A repórter Kariane Costa viajou a convite da Fundação Renova. Em quatro reportagens você vai acompanhar com está a vida dos moradores e a situação ambiental dos locais atingidos pelos rejeitos da mineradora Samarco.

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