Dobra venda de água mineral no RJ e já falta o produto na cidade

  • 14/01/2020 - 18h59

Tatiana Alves

A procura por água mineral em mercados e depósitos de bebidas aumentou após suspeita de contaminação da água fornecida a residências no Rio de Janeiro. A informação é do Sindicato Nacional das Indústrias de Águas Minerais. Segundo o diretor da entidade, Marcelo Pacheco,  as vendas de galões retornáveis dobraram.

 

No caso da água mineral comercializada em recipientes descartáveis, houve uma elevação de 30% nas últimas semanas. Até que a situação se resolva, o diretor avalia que o consumo de água mineral é mais seguro.

 

Desde o início do mês, moradores de vários bairros da capital e da Baixada Fluminense vêm reclamando da cor turva, do cheiro forte e do gosto da água consumida pela pela população. A Cedae, Companhia Estadual de Águas e Esgotos, responsável pela distribuição aos municípios afetados, informou que se trata da presença maior da substância geosmina, produzida por algas, que segundo a companhia não oferece riscos à saúde.

 

Mesmo assim, houve uma corrida aos pontos de venda de água mineral, o que resultou em prateleiras vazias em muitos locais, como informa o gerente de um supermercado no Centro do Rio, Luiz Gonzaga.

 

Apesar de a Cedae garantir que a água é segura, a professora Ismênia Campos prefere não se arriscar e está consumindo água mineral. Ela relata que parentes já tiveram problemas de saúde que podem estar relacionados à má qualidade da água distribuída concessionária nas últimas semanas.

 

A Cedae informou que aplicará carvão ativado pulverizado para tratar a água distribuída pelo Reservatório do Guandu a partir da próxima semana. A medida visa reter a substância geosmina, que tem causado cheiro forte e turbidez na água. O fenômeno natural e raro de aumento de algas em mananciais provoca alterações que deixam a água com gosto e cheiro de terra.

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