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Crianças e idosos em abrigos enfrentam desafios causados pelo isolamento social

  • 21/07/2020 - 10h42

Dayana Vítor

Palavras amigas, abraços, carinhos e boas risadas. Tudo isso ocorria durante as visitas a abrigos de crianças e adolescentes e a lares de idosos em todo o Brasil. Mas, desde o início da pandemia da Covid-19, os encontros presenciais foram suspensos. A medida é para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

 

Mas, saiba que as instituições estão dando um jeito de amenizar a falta de contato com familiares e amigos. Aqui no Distrito Federal, alguns abrigos e lares de idosos mantêm encontros entre os internos e pessoas queridas por meio virtual. Esse é o caso do Lar de Idosos Maria Madalena, que abriga 88 idosos, como explica o psicólogo da instituição, Leonardo Tavares

 

O interno do Lar Maria Madalena, Francisco Pacheco, conversa com algumas pessoas pelas redes sociais.

 

O psicólogo Leonardo Tavares afirma, no entanto, que a medida não é suficiente para amenizar os efeitos da falta de visitas.

 

As visitas também fazem falta para crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Na casa de Ismael, aqui no DF, onde vivem 70 pessoas de 0 a 21 anos, os internos estão sofrendo com alguns problemas psicológicos, como explica o presidente do local, Valdemar Martins.

 

Para ajudar abrigos como o administrado por Valdemar Martins a enfrentar este momento de pandemia, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios oferece capacitação para mediar conflitos e situações difíceis durante a crise sanitária.

 

Além do judiciário, o governo também oferece apoio. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos vai destinar R$160 milhões às Instituições de Longa Permanência para Idosos durante o surto do novo coronavírus.

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