Canadá e EUA afirmam que diplomatas tiveram perda auditiva após servir em Cuba

  • 10/08/2017 - 18h58

Paola de Orte

Segundo a reportagem do jornal The Washington Post, o governo do Canadá confirmou que ao menos um diplomata canadense em Cuba foi tratado por perda de audição depois de servir no país.

 

Nesta quarta, o governo em Havana anunciou que está investigando a acusação do governo dos Estados Unidos de que diplomatas norte-americanos tiveram de ser tratados por problemas auditivos depois de servir em Cuba. O governo disse que o país nunca deixaria que o seu território fosse usado para ações contra diplomatas.

 

Há suspeitas de que funcionários de outros países, como a Rússia, possam ter instalado aparelhos sônicos que operam abaixo do alcance do ouvido humano perto das casas dos diplomatas. Esses aparelhos teriam causado perda auditiva nos funcionários norte-americanos. O caso aconteceu no final do ano passado.

 

Como resposta, os Estados Unidos expulsaram dois diplomatas que trabalhavam em Washington.

 

O prédio, onde fica a representação cubana, funciona como embaixada há apenas dois anos, desde que Cuba e Estados Unidos retomaram as relações diplomáticas. Uma das primeiras iniciativas após a reaproximação, durante o governo Obama, foi reinstalar as embaixadas tanto em Washington quanto em Havana. Donald Trump tomou medidas para reverter esse processo, mas manteve as embaixadas.

 

O incidente com os diplomatas que sofreram perda de audição mostrou que a retomada das relações diplomáticas bilaterais, depois de mais de cinco décadas e de quase o período todo da guerra fria, pode ser um desafio ainda mais delicado do que o imaginado.

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