Região metropolitana de Buenos Aires terá quarentena mais rígida a partir de 1º de julho

  • 26/06/2020 - 21h03

Marieta Cazarré

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, decidiu prorrogar novamente a quarentena no país, devido ao aumento do número de casos de contaminação pelo novo coronavírus. Entre os dias 1º e 17 de julho, os residentes na Região Metropolitana de Buenos Aires terão endurecimento nas restrições de circulação. A região concentra 93% dos casos de todo o país.


A decisão de aumentar as medidas de controle foi tomada nesta sexta-feira, entre o presidente Fernández, o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, e o prefeito da cidade, Horacio Larreta.


Pelas novas regras vigentes, a partir de 1º de julho, todos os comércios deverão fechar as portas, exceto os de serviços essenciais, como venda de alimentos e produtos de higiene e limpeza. Estima-se que cerca de 50 mil lojas deverão permanecer fechadas na capital do país.


O transporte público vai funcionar apenas para os trabalhadores dos serviços essenciais. As indústrias com protocolos de segurança e transporte para os empregados seguirão funcionando normalmente. Os bancos poderão seguir abertos.


As práticas de atividades físicas durante a noite, que já tinham sido liberadas, serão novamente proibidas. Mas os passeios com crianças, para espairecer, seguirão liberados, desde que por no máximo uma hora e em um raio de 500 metros da moradia.


Segundo dados do Ministério da Saúde argentino, o país tem mais de 52 mil casos confirmados de contaminação, com um total de 1.167 mortes. E 8% dos infectados são profissionais da saúde.

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