Pedido de indenização a famílias de atletas mortos no incêndio do Ninho do Urubu é ampliado

  • 14/02/2020 - 17h59

Lígia Souto

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual ampliaram o pedido de indenização aos familiares das vítimas do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo. Foi fixado o valor mínimo de R$ 1 milhão para cada mãe e pai dos dez atletas mortos na tragédia, que completou um ano no último sábado.


O requerimento, feito nesta quinta-feira, foi um acréscimo à ação coletiva ajuizada contra o clube em fevereiro do ano passado. Após analisar os autos da ação civil pública, Defensoria e MP decidiram apresentar a responsabilização por culpa consciente e grave do Flamengo no ocorrido.


A coordenadora Cível da Defensoria, Cintia Guedes, afirmou que a ação se tornou necessária depois que a investigação criminal demonstrou que a tragédia foi causada por negligência e omissão do clube. Dessa forma, foi acrescentado o pedido de reparação integral e indenização ampla aos danos patrimoniais e extrapatrimoniais causados pelo incêndio.


Os novos pedidos incluem ainda a condenação pelos danos individuais relativos à perda da chance desses jovens de se tornarem jogadores profissionais, além de danos morais coletivos.


A tragédia no Ninho do Urubu foi também tema de uma audiência nessa sexta-feira, na Assembleia Legislativa do Rio. Em nova sessão na CPI dos incêndios, dirigentes do Flamengo foram ouvidos.


O presidente do Clube, Rodolfo Landim, foi convocado, mas não compareceu. Ele já havia faltado à primeira reunião da CPI, no dia 7 deste mês. Em seu lugar, Landim enviou o vice-presidente jurídico, Rodrigo Dunshee.


Também estiveram presentes outros nomes da atual gestão e ex-dirigentes, além de representantes da empresa responsável pelos contêineres que serviam de dormitório, da prefeitura do Rio e da Light. Familiares das vítimas também participaram da sessão, que apurou, entre outros pontos, os responsáveis pelo alojamento dos atletas no Centro de Treinamento.

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