Ambientalistas contabilizam estragos causados por incêndio no Morro do Vigia, Cabo Frio (RJ)

  • 23/07/2020 - 13h05

Solimar Luz

Quatro dias após o incêndio que atingiu o Morro do Vigia, no bairro do Peró, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, moradores e ambientalistas ainda contabilizam os estragos provocados pelo fogo.

 

De acordo com Marcelo Valente, do Grupo Ondas do Peró, a vegetação está muito seca. E são necessárias ações de manejo, para evitar que novos incêndios voltem a acontecer no local. Moradores da região afirmam que as chamas atingiram uma área equivalente a três campos de futebol.

 

O guia de turismo do parque Estadual da Costa do Sol, Henrique Nascimento, avalia que a ação rápida de voluntários e do Corpo de Bombeiros ajudou a evitar que o estrago fosse ainda maior. Segundo Nascimento, a Área de Proteção Ambiental é um dos locais mais procurados por trilheiros em Cabo Frio, embora ainda não tenha a estrutura necessária para visitação.

 

A bióloga Márcia Tavares, do Inea, Instituto Estadual do Ambiente, informou que a área atingida é majoritariamente coberta por vegetação exótica. Segundo ela, já existe um plano de reflorestamento do Morro do Vigia, que vem sofrendo recorrentes incêndios, devido a falta de conscientização dos frequentadores em relação à importância do bioma.

 

Ainda de acordo com a bióloga, o plano de reflorestamento do local conta com o empenho da equipe de gestão do Inea e também de moradores, guias turísticos, condutores e trilheiros cadastrados, que se interessam pela recuperação ambiental do local.

 

Entre os principais pontos de visita, o Parque Estadual da Costa do Sol abriga a Cabana do Pescador, que já foi cenário para produções do audiovisual brasileiro.

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