Fiocruz pesquisa efeitos graves da vacina contra febre amarela

  • 17/04/2017 - 18h41

Lígia Souto

Apesar de raros, os efeitos adversos graves da vacina contra a febre amarela preocupam.  E para tentar descobrir a causa, pesquisadores da Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, assinaram um protocolo de pesquisa para estudar fatores individuais que justifiquem o problema.

 

O pesquisador Reinaldo de Menezes Martins, consultor científico da Bio-Manguinhos, afirma que as reações, em alguns casos, aparecem em pessoas saudáveis, que não integram o grupo de doentes crônicos ou idosos, que exige avaliação médica antes da imunização. De acordo com Martins, não se encontraram também mutações no vírus ou problemas ligados à produção que explicassem os casos, que segundo ele, devem ter origem genética.

 

O pesquisador, ressalta, no entanto, que os efeitos adversos graves são raros. 

 

Entre os efeitos, o mais grave é a doença viscerotrópica, que é semelhante a própria febre amarela. O pesquisador explica que as reações adversas acontecem por que a vacina contém o vírus vivo atenuado da doença e que, existe um projeto em andamento, mas sem perspectiva de conclusão ainda, da fabricação de uma vacina não viva. Este seria outro caminho para evitar os efeitos graves.


O protocolo de pesquisa, segundo Reinaldo Martins, já teve os recursos aprovados, mas falta a liberação da verba. Não há, no entanto, como estimar o tempo ou o resultado da pesquisa, que, na opinião do consultor tem “chances de ser bem-sucedida”. A partir do resultado, caso seja identificado um fator genético, a ideia é desenvolver um kit diagnóstico para evitar que pessoas com predisposição aos efeitos tomem a vacina.

 

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