Creme produzido à base de planta da Amazônia vai ajudar no tratamento da leishmaniose

  • 27/01/2018 - 07h15

Márcia Whongon

Um creme desenvolvido à base de jucá, planta nativa da Amazônia, usada por ribeirinhos na forma de chá para diversas enfermidades, pode ser uma alternativa complementar ao tratamento da Leishmaniose.

 

A doença, transmitida ao homem pela picada das fêmeas infectadas de insetos conhecidos como mosquito-palha, causa constrangimento e exclusão social, uma vez que se manifesta com feridas pelo corpo.

 

Os pacientes vinham sendo tratados com injeções que, além de doloridas, trazem efeitos colaterais.

 

O gel fitoterápico elaborado a partir do extrato do jucá mostrou, em testes de laboratório com roedores, atividade antiinflamatória, analgésica e antimicrobinana.

 

A constatação foi feita por pesquisadores do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

 

De acordo com a professora Claudia Dantas, que integra a equipe, os resultados são animadores.

 

A pesquisadora disse ainda que, depois dos testes da emulsão em humanos, a próxima etapa do projeto, já com pedido de patente em fase de preparação, será a busca de parcerias para viabilizar a produção do fitoterápico em escala industrial.

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