Peruanos analisam "bola de fogo" e descartam hipótese de ser meteorito

  • 02/02/2018 - 08h02

Maísa Penetra

A “bola de fogo” que passou pelo Acre no último sábado (27) não era uma estrela cadente nem um meteorito. As autoridades peruanas que retiraram os objetos de Puno, onde caíram, levaram nesta quinta-feira (1º) para mais estudos em Lima, capital do Peru e sede da Agência Espacial.


A bola de fogo passou pelo noroeste da Amazônia brasileira e caiu no norte da Amazônia peruana. A queda deixou um rastro branco no céu causando diversas especulações.


Vídeos postados na internet mostram tanto brasileiros quanto peruanos chamando o objeto de meteorito, mas as equipes que foram ao local confirmam que não foi um, mas quatro objetos.


A suspeita é que sejam tanques de combustível de algum satélite ou lançador de satélites que tenham se fragmentado durante a volta à atmosfera, quando caíram em território peruano.


Segundo informações da Nasa, a Agência Espacial dos Estados Unidos, o corpo do foguete russo SL-23 retornou à atmosfera e passou pela América do Sul no mesmo dia em que esses objetos caíram no Peru.


A empresa russa RSC Energia, fabricante do satélite, lançou a missão a partir do Cazaquistão, no dia 26 de dezembro do ano passado.


No entanto, nem a RSC nem a estatal aeroespacial russa publicaram informação sobre os objetos encontrados no Peru.


A prática internacional acordada na ONU é que todos os satélites sejam desorbitados no fim da vida útil. O que quer dizer que devem ser levados a uma órbita baixa de decaimento para que voltem controladamente à atmosfera e se desintegrem quase totalmente, ainda no espaço, para que os restos cheguem sem muita força.


O Conida, Comitê Nacional de Investigação e Desenvolvimento Aeroespacial do Peru, informou que o fato de não ter sido notificado do possível regresso desse foguete é preocupante, mas que os estudos feitos até agora não confirmaram se tratar do foguete russo.

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