Fiocruz produz primeiros lotes de medicamento usado por transplantados

  • 05/04/2018 - 14h49

Raquel Júnia

O Instituto de Tecnologia em Fármacos, Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, acaba de finalizar a produção dos primeiros lotes do medicamento tacrolimo, utilizado continuamente por pacientes transplantados de rim e fígado.

 

A medicação era produzida pela indústria privada nacional Libbs Farmacêutica, mas, por meio de um acordo de transferência de tecnologia, passou a ser produzida por Farmanguinhos.

 

De acordo com a Fiocruz, a parceria, que já dura cinco anos, resultou em uma economia de cerca de R$ 980 milhões aos cofres públicos por tornar a medicação mais acessível aos usuários do SUS. A expectativa é de que a economia possa ser ainda maior com a continuidade da produção após o credenciamento de Farmanguinhos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como local de fabricação do remédio.

 

Segundo a Fiocruz, atualmente cerca de 34 mil brasileiros fazem uso do medicamento, que é um imunossupressor, ou seja, reduz a atividade do sistema imunológico para que não haja rejeição dos órgãos após o transplante.

 

Em todo o país, são realizados mais de seis mil novos transplantes de rins e mais de mil de fígado anualmente. O tacrolimo é usado por toda a vida de uma pessoa transplantada.

 

Ainda de acordo com a Fiocruz, a expectativa é de que outros medicamentos da mesma categoria terapêutica passem a ser produzidos também por Farmanguinhos.  Um deles é o everolimo, utilizado em pacientes com câncer renal, e que assim como o tracolimo consta na lista de medicamentos estratégicos do SUS.

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