Da infância ao ambiente acadêmico, mulheres enfrentam desafios para seguir na ciência

  • 06/03/2020 - 19h39

Apresentação de Adrielen Alves

Neste mês de março, Universo se dedicará a ouvir mulheres inspiradoras que movimentam a ciência brasileira.


Fomos atrás também de tentar entender alguns números que mostram uma tendência mundial: a desigualdade entre homens e mulheres em áreas científicas.

 

Segundo o Escritório das Nações Unidas para o Espaço Exterior (Unoosa), em se tratando de pesquisas sobre ciência, tecnologia, engenharias e matemática, as mulheres representam 28,8% desta força de trabalho no mundo,enquanto os homens,72,2%.  Quando o assunto é o espaço, a astronomia, este número cai ainda mais.

 

De acordo com o escritório das Nações Unidas, são 20% de mulheres e 80% de homens ligados a esta força de trabalho.

 

Em entrevista ao Universo, a gerente de Programas da ONU Mulheres, Ana Carolina Querino, disse que este é um fenômeno mundial.

 

Segundo ela, as desigualdades começam na primeira infância e continuam a ser desafio na vida adulta.
 

A dupla jornada é apontada também em um estudo do Museu de Astronomia e Ciências Afins, o MAST, como uma das principais causas para o afastamento da mulher da carreira científica.

 

Mas não pára por aí!

 

A professora do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Carolina Brito, conta que este é um dos pontos do chamado ‘’efeito tesoura’.
 

Carolina Brito, que também é coordenadora do projeto Meninas na Ciência no campus gaúcho, diz que quanto mais mulheres, maior competitividade e maior excelência.
 

A astrônoma porto-riquenha, pesquisadora do Observatório do Valongo, no Rio de Janeiro, Kárin Menéndez-Delmestre, acredita que estes números podem ser mudados. Como?  Dentro de sala de aula, com crianças e adolescentes.

 

Segundo ela, está na atenção, apoio e orientação dos professores uma das soluções para incentivar a participação das mulheres em áreas científicas.

 

A gerente da ONU Mulheres concorda e vai além. Para ela mudar este cenário depende de integração entre governo, iniciativa privada e escolas.
 

Só lembrando que durante todo este mês, vamos ouvir mulheres que têm feito a diferença na ciência e na astronomia no Brasil. 

 

Com produção de Graziele Bezerra e sonoplastia de José Maria Machado, da Radioagência Nacional, Adrielen Alves. 

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