Câmara repete votação e consegue aprovar urgência que acelera reforma trabalhista

  • 19/04/2017 - 23h55

Lucas Pordeus León

Sob protestos da oposição, a Câmara aprovou, na segunda votação em menos de 24 horas, a urgência para acelerar a reforma trabalhista. Depois de rejeitar na noite de terça-feira a urgência, a base governista preparou um novo requerimento para votar pela segunda vez a medida que antecipa a apreciação da reforma.

 

A oposição defendeu que repetir a votação da urgência de um mesmo tema contraria as regras da Câmara. O deputado Paulo Teixeira, do PT, apelou para o presidente retirar a urgência de pauta.

 

Mas não teve jeito. O presidente da Câmara Rodrigo Maia manteve a votação. O líder do PPS, Arnaldo Jordy, da base governista, disse que o partido mudou de opinião em relação à urgência após negociação com o relator da reforma trabalhista.

 

Por acordo, o reforma deve ser votada na Comissão no próximo dia 25 e no plenário no dia 26, próxima quarta-feira.

 

O governo defende que a reforma é necessária para reduzir o desemprego, como argumentou o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia.

 

Já a oposição diz que as mudanças vão precarizar as condições do trabalhador, como defendeu o líder da Rede, deputado Alessandro Mollon.

 

A reforma trabalhista prevê que o acordo firmado entre patrões e trabalhadores prevaleça em relação a legislação em diversos pontos, como jornada de trabalho e pagamento de férias.

 

Também acaba com a contribuição sindical obrigatória, e regulamenta o trabalho à distância e o intermitente, ou seja, sem horários fixos.

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