Palocci nega participação em caixa dois; ex-ministro diz que está à disposição da Lava Jato

  • 20/04/2017 - 18h39

Daniel Isaia

O ex-ministro Antonio Palocci disse nesta quinta-feira (20) que nunca pediu doações em caixa 2 para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores. Ele depôs ao juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, na condição de réu do processo a que responde no âmbito da Operação Lava Jato.

 

Palocci contou que chegou a ser procurado, em períodos eleitorais, por tesoureiros do partido, que lhe pediam para conversar com empresários a fim de conseguir doações de campanha. Ele admitiu ter pedido recursos das empresas, mas disse acreditar que elas tratariam isso de forma legal junto ao partido. Palocci garantiu a Moro que nunca chegou a operar ou a acompanhar as doações eleitorais.

 

Acusado pelo Ministério Público Federal de ter recebido propina para articular contratos entre a Petrobras e o Grupo Odebrecht, o ex-ministro negou ter atuado para beneficiar a empreiteira. Ele também disse desconhecer a quem se refere o apelido “italiano”, que aparece nas planilhas de doações da empresa.  O MPF afirma que a alcunha se referrio Palocci.

 

Ao final da audiência, o ex-ministro se colocou à disposição da Justiça para apresentar fatos e nomes do interesse da Operação Lava Jato.

 

Antonio Palocci está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde setembro do ano passado.

 

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