Palocci pede absolvição à Justiça e, de forma indireta, responsabiliza Mantega

  • 16/06/2017 - 14h18

Lucas Pordeus León

O ex-ministro Antonio Palocci entregou as alegações finais no processo em que é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Essa é a última etapa antes da decisão do juiz Sérgio Moro.

 

Palocci pede a absolvição a Moro. A defesa entende que o Ministério Público não detalhou fatos concretos que demonstrem a culpa de Palocci. Mas apenas falou de forma genérica sobre atuação dele a favor da Odebrecht.

 

O ex-ministro é acusado de receber propina para atuar a favor da Odebrecht na licitação para construção de sondas na Petrobras.

 

Ainda no documento, a defesa de Palocci, de forma indireta, atribui ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega a manutenção de uma conta com supostos recursos ilícitos Os advogados colocaram um trecho do depoimento de Marcelo Odecrecht em que ele afirma que os recursos ilegais pagos aos marqueteiros do Partido dos Trabalhadores eram de responsabilidade de Guido Mantega.

 

Nas alegações finais, a defesa ainda usa, como argumento para desacreditar uma das delações usadas contra Palocci, as filmagens em que o ex-assessor de Michel Temer, Rocha Loures, é flagrado carregando uma mala com 500 mil reais de suposta propina da JBS.

 

A defesa diz que agora se sabe que R$ 500 mil cabem em uma mala média, não sendo possível, portanto, carregar em uma mala menor o valor de R$ 1 milhão, como afirmou em delação o réu Branislav Kontic.

 

A defesa de Palocci também argumenta que o ex-ministro deveria ser julgado pela Justiça em Brasília, já que os supostos crimes foram cometidos usando cargos exercidos na capital federal, sem relação com Curitiba.

 

Nesse processo também são acusados o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outros 12 investigados.

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