Luiz Fux assumirá TSE com promessa de interferência mínima nas eleições de 2018

  • 07/12/2017 - 14h51

Lucas Pordeus Leon

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeu nesta quinta-feira (7) o novo presidente da  Corte.


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux tomará posse em fevereiro de 2018, mas deixa o cargo antes da eleição, em agosto do próximo ano, pegando a fase da pré-candidatura.


Em seguida, quem assumirá o posto é a ministra Rosa Weber, também do Supremo. Isso porque Fux termina o prazo de 4 anos no TSE em agosto.


Fux comentou que o tribunal, em 2018, vai procurar interferir o mínimo possível nas eleições.


O ministrio afirmou que fará um calendário, com mutirões nos tribunais regionais, para julgar casos de candidatos que possam ser enquadrados na lei da Ficha Limpa.


O ministro do TSE não quis comentar se um candidato a presidente, condenado em segunda instância, poderia concorrer.


Fux disse que só se pronunciará sobre o caso em plenário. Mas, em entrevista à Folha de São Paulo, chegou a afirmar que esta situação não faria sentido.


A polêmica envolve o ex-presidente Lula, condenado em primeira instância pelo Juiz Sérgio Moro e que aguarda julgamento da segunda instância, no Tribunal Regional Federal da 4ª região, sediado em Porto Alegre.


Sobre as Fakes News, notícias falsas divulgadas na internet, o ministro Fux defendeu que o tribunal deve combater a prática desde que não impeça a liberdade de expressão na rede.


O ministro Luiz Fux ainda ressaltou que o TSE irá trabalhar com as instituições de controle para fiscalizar o financiamento durante a eleição. O ano que vem será o primeiro com as doações empresariais proibidas e com o Fundo Eleitoral Público para os partidos.

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