Ministros criticam remanejamento de recursos da cultura e do esporte para segurança

  • 13/06/2018 - 10h30

Lucas Pordeus León

A Medida Provisória que destina recursos das loterias para o Ministério Extraordinário da Segurança Pública recebeu críticas das áreas da educação e da cultura.

 

Entidades ligadas ao esporte, como o Comitê Olímpico e o Paralímpico do Brasil e organizações de atletas brasileiros, divulgaram nota em que afirmam que a Medida Provisória preocupa o setor. O texto argumenta que o esporte serve para combater a criminalidade e que a redução do pouco que é investido na área vai aumentar os índices de violência.

 

A medida foi publicada na terça-feira e destina recursos para o recém criado Ministério da Segurança. Segundo o Palácio do Planalto, a estimativa é que os recursos somem R$ 800 milhões neste ano. Até 2022, a expectativa é que os recursos para o Ministério da Segurança cheguem a R$ 4,3 bilhões.

 

O ministro do Esporte, Leandro Cruz, em nota, diz que tem consciência da crise na segurança e de que a área merece investimentos, mas não em detrimento do esporte que, segundo ele, é um aliado no combate à violência.

 

O ministro promete lutar para alterar o texto no congresso nacional e afirma que, ao inviabilizar as fontes de financiamentos de vários setores esportivos, a Medida Provisória coloca o esporte para escanteio.

 

A medida também recebeu críticas do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. O ministro, em nota, afirma que trabalhará incansávelmente para mudar o texto no Congresso e que o percentual das loterias que iriam para o Fundo Nacional de Cultura cai de 3% para até meio por cento  em 2019, dependendo do caso.

 

A medida provisória editada pela presidente Michel Temer servirá para custear o desenvolvimento da segurança pública em todo o país e integrar as forças de segurança e o andamento de projetos e ações na área.

 

* Matéria atualizada às 16h08 para acréscimo de informações.

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