Candidatos ao governo do Rio de Janeiro fazem primeiro debate do segundo turno

  • 11/10/2018 - 17h17

Lígia Souto

Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC), participaram nesta quinta-feira (11) de um debate, no auditório da Casa Firjan, na Zona Sul da capital.

 

Eles iniciaram o encontro falando sobre segurança. Nessa área, Witzel afirmou que é preciso garantir proteção jurídica aos agentes e empoderar as polícias, e reforçou que, se eleito, vai acabar com a Secretaria de Segurança Pública, para evitar interferência política.

 

Paes também destacou que o policial deve ter respaldo do estado para agir com contundência, sem sofrer ameaças ou constrangimentos e disse que a política de segurança deve ser inteligente para evitar a morte de inocentes.

 

Perguntados sobre o saneamento básico, ambos prometeram não privatizar a Cedae - Companhia Estadual de Águas e Esgoto. Witzel disse que a empresa precisa ser reestruturada e Paes disse que investiria em Parcerias Público Privada para avançar na oferta de coleta e tratamento de esgoto para a população.

 

Os dois também responderam questões sobre transparência na administração. Witzel falou sobre a criação de uma Controladoria Geral do Estado, citando o nome do ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levi, para trazer credibilidade. Já o ex-prefeito do Rio prometeu ter uma Secretaria de Integridade Pública, que teria à frente alguém que tenha integrado a operação Lava Jato.

 

Eduardo Paes e Wilson Witzel também falaram sobre as regalias do governador. O candidato do PSC disse que, se eleito, vai continuar morando em seu apartamento, dispensando a moradia no Palácio Laranjeiras.

 

Já Eduardo Paes disse que usaria a residência oficial do governador porque não tem apartamento próprio, salientando que o ex-juiz recebia auxílio-moradia durante a magistratura mesmo tendo imóvel em seu nome.


O encontro foi marcado por troca de farpas entre os candidatos. Nessa semana, o ex-juiz disse que poderia dar ordem de prisão para Eduardo Paes caso ele falasse alguma mentira ou ofendesse a sua honra.

 

No debate desta quinta-feira, Paes disse que não é autoritário e nem frouxo, e que participa dos encontros para discutir propostas para o estado.

 

O candidato do PSC pediu direito de resposta e disse que como juiz, nunca foi acusado de abuso de autoridade e que é muito duro de ordem de prisão para alguém.

 

Após o debate, em entrevista à imprensa, Paes considerou o encontro “importante”.

 

Já Witzel disse que foi o primeiro debate mais atento por parte da comunidade empresarial.

 

Organizado pela Firjan e pelo Grupo Band, o debate foi o primeiro encontro entre os dois candidatos neste segundo turno das eleições.

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