Dirigente do Iabas, contratado para construir hospitais de campanha atrasados no RJ, depõe na Alerj

  • 29/06/2020 - 17h13

Tâmara Freire

O superintendente da Organização Social Iabas, Helcio Watanabe, afirmou nesta segunda-feira que o contrato firmado pela OS para a construção de sete hospitais de campanha no Rio de Janeiro não determinava prazo de entrega das unidades. De acordo com ele, havia apenas um comprometimento de que elas fossem concluídas o mais rápido possível, diante do prognóstico do aumento de casos de coronavírus e da insuficiente capacidade de atendimento da rede pública de saúde.


Já o governo do estado, ao anunciar em março a construção das sete unidades, afirmou que elas seriam entregues até o dia 30 de abril. Dois meses depois, apenas duas foram concluídas, com atraso: a do Maracanã e a da São Gonçalo.


Watanabe foi ouvido pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira, para explicar o atraso – e justificou que foram feitas muitas alterações no projeto, decorrentes até das mudanças nos protocolos de tratamento da Covid-19.


As unidades restantes de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes e Casemiro de Abreu podem nem ser entregues, já que o contrato com o Iabas foi rescindido no começo desse mês, por decisão do governador Wilson Witzel, por causa dos atrasos e também da compra de carrinhos de anestesia no lugar de respiradores.


Além disso, a Secretaria Estadual de Saúde recomendou a não abertura, por avaliar que o alto custo não se justifica mais, considerando a disponibilidade de vagas na rede permanente.


Ao todo, o contrato com o Iabas para a construção e operação de sete hospitais previa o pagamento de R$ 835 milhões. Até o momento, as parcelas pagas somam R$ 256 milhões.

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