Secretário de Saúde admite que sarampo pode voltar a matar no Rio de Janeiro

  • 14/02/2020 - 16h33

Tâmara Freire

O Rio de Janeiro registrou a sua primeira morte por sarampo em 20 anos, o bebê David Gabriel dos Santos, de apenas oito meses.

 

Ele vivia em um abrigo no municipio de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, região que registra o maior número de casos no estado.

 

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, ele deu entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu, no dia 22 de dezembro, inicialmente com quadro de pneumonia e faleceu no dia 6 de janeiro.

 

A confirmação da doença foi feita após duas análises de amostras de sangue. Ainda de acordo com a secretaria, David não foi vacinado porque quando a imunização de rotina foi feita no abrigo ele tinha menos de 6 meses e não poderia receber a dose.

 

Outras duas crianças e uma cuidadora do abrigo também foram infectadas, mas já estão curadas.

 

O secretário de Saúde, Edmar Santos, ressaltou que a vacinação massiva é a única forma de evitar que a doença continue circulando.

 

Em 2018, o Rio de Janeiro registrou 20 casos de sarampo e, em 2019, esse número saltou para 333. A campanha de vacinação vai até 13 de março, com meta de imunizar 3 milhões de pessoas.

 

Até o momento, apenas 200 mil tomaram a vacina. Neste sábado (15), os postos estarão abertos para o Dia D da campanha. Devem ir até as unidades de saúde, todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos, exceto gestantes que não tiverem comprovação de que foram imunizadas e que não tenham tido sarampo anteriormente.

 

Para maiores de 29 anos é necessária apenas uma dose, mas crianças e jovens devem tomar duas doses. Quem tiver alergia a proteínas do leite de vaca deve informar a condição ao profissional de saúde para receber uma dose feita sem esse componente.

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