Goiás volta a endurecer regras de isolamento social a partir desta terça-feira

  • 29/06/2020 - 22h57

Renata Martins

A partir desta terça-feira, o estado de Goiás volta a ter regras mais duras de isolamento social. O comércio deverá fechar novamente as portas e apenas serviços essenciais, como farmácias e supermercados, vão funcionar. O decreto é assinado pelo governador Ronaldo Caiado.


Segundo o governo, a quarentena será alternada. A partir desta terça-feira o comércio fica fechado 14 dias consecutivos. Em seguida será reaberto pelo mesmo período.


A decisão foi baseada em estudo da Universidade Federal de Goiás que projeta 18 mil mortes pela Covid-19 até setembro. Essa estimativa é para o caso de o poder público e o setor privado não adotarem medidas para evitar a disseminação do novo coronavírus.


Segundo os pesquisadores, a demanda por leitos de UTI pode chegar a 2 mil em apenas 15 dias. Ao justificar a medida, o governador destacou essa demanda é incompatível, porque o máximo, apesar de todos os esforços, Goiás poderá chegar a 600 leitos.


Caiado afirmou que não vai interferir nas decisões dos prefeitos que queiram não cumprir as recomendações do decreto estadual. Para o governador, caberá a eles, depois, se explicar para a população quando o município quando tiver um impacto maior da doença.


O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, afirmou que a capital vai acompanhar as diretrizes do Executivo estadual.


Esta será a segunda vez que Goiás enrijece o isolamento social. A primeira foi no dia 12 de março, quando o estado registrou o primeiro caso de Covid-19. Ronaldo Caiado disse que foi muito criticado na época, mas a decisão foi determinante para que desse tempo para estruturar oito novos hospitais com UTI.


Em abril, um novo decreto flexibilizou as medidas e permitiu a abertura do comércio, salões de beleza e a realização de cultos e missas.


Segundo boletim divulgado esta tarde pela Secretaria da Saúde de Goiás, o estado tem mais de 23 mil casos confirmados e 437 pessoas morreram por contaminação pelo novo coronavírus.

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